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11
Fev16

O Direito e a Liberdade de Morrer

por João Ferreira Dias

A Lara já endereçou eloquentemente a questão, pelo que me resta deixar marginais notas pessoais. O debate da eutanásia, finalmente adentra pela Assembleia da República, saindo dos corredores dos discursos dos partidos outrora excluídos da capacidade decisória. A eutanásia tem andado longe da agenda política no clássico e desaparecido arco de governação em virtude dos contornos religiosos que comporta, reconhecendo a importância do catolicismo na formação do substrato cultural português. Nesse sentido, o supremo interesse do sujeito e a sua autodeterminação foram suprimidas em favor dos constrangimentos políticos resultantes dos poderes simbólicos exercidos pelas crenças. No entanto, vale a pena trazer ao debate o teólogo cristão Hans Küng que defende o direito à eutanásia através do recurso argumentativo do livre arbítrio. O direito à eutanásia representa a consagração dos direitos individuais e deve obrigatoriamente ser assegurado pelo Estado. Está em causa a verdadeira laicidade e o garante das liberdades humanas sobre qualquer condicionalismo ético, moral e religioso. Aliás, a ética profissional, neste aspecto, está também ela fecundada no embrião religioso, que coloca a vida como matéria do sagrado e não do terreno, como propriedade de uma fé e não do sujeito social. Há, portanto, que garantir o livre direito à decisão sobre a própria vida. 

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1 comentário

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De Pois eu… a 16.02.2016 às 09:45

Sou inteiramente a favor da Eutanásia.
Vivo numa democracia e como tal, quero ter o direito de ser eu a escolher.
E não outros por mim.

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