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31
Mar16

Terrorismo e Agenda Mediática

por João Ferreira Dias

Há uma fronteira muito clara entre o dever jornalístico de prestar informação e a agenda mediática em face dos acontecimentos. Esta última é a base de quase toda a atividade jornalística, porque ultrapassa o dever de informar para informar em excesso, ampliando e massificando determinados acontecimentos. Isto é muito claro nos casos ligados a atentados terroristas. Nestes é extremamente óbvia a importância mediática para os movimentos jihadistas, cujos ataques ao ocidente, para terem devido impacto, necessitam de ser mediatizados continuamente, i.e., estes precisam das ferramentas ocidentais para poderem visar o ocidente. Parece, entretanto, evidente que é necessária e urgente uma nova linha editoral dos órgãos de comunicação social em relação a estes ataques. Um jornalismo consciente passa pela noticiação do acontecimento de forma marginal, minimizando o impacto de acontecimento de larga escala, combatendo a sua instrumentalização indireta por parte dos movimentos terroristas. Sem o sensacionalismo mediático grande parte do sucesso destes movimentos cai por terra. É urgente refletir sobre isto. 

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