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07
Mai16

Do público ao privado, o ensino.

por João Ferreira Dias

Por estes dias vivemos o dilema ideológico do sistema de ensino. Não se trata de um tema fácil de subtrair conclusões sem atravancar dilemas sociais. O fosso, na qualidade de ensino, entre o público e o privado, é gritante. Isto significa que o sistema de ensino público necessita de um grande e profundo investimento a fim de se habilitar a surgir como prioridade nas escolhas familiares no que toca à educação dos filhos. Mas essa não é a realidade. Entre greves e falta de professores, insegurança extrema dos alunos, quase total desinteresse pelo percurso individual do aluno e níveis de exigência mínimos, a escola pública não é uma escolha mas uma necessidade. E isto é preciso mudar. E, muito provavelmente, a mudança passa pela afetação de recursos financeiros destinados ao ensino privado. Sou de acordo? Sou. Ao Estado cabe o financiamento da escola pública, a capacitação dos equipamentos e a melhoria contínua da qualidade dos serviços escolares da rede pública. Ao privado cabe sobreviver com as mensalidades dos alunos e encontrar um modelo de mecenato do tipo anglosaxónico. É crucial que o sistema privado de ensino sobreviva nas suas excelentes condições. A escola pública é um direito, a privada uma escolha. O que se exige é que o Estado seja capaz de tornar a escola pública capaz de ombrear com a privada. O que o Estado pode e deve fazer é encontrar uma plataforma de bolsas anuais que permitam alunos com mérito aceder a escolas privadas, facilitando a circulação social, e promovendo o mérito como reconhecimento público. Tudo o mais é exigir que o Estado assuma a responsabilidade das famílias. 

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