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26
Mar16

Nem todas as culturas são iguais - a discussão

por Orlando Figueiredo

A versão inglesa do artigo aqui publicado sob o nome de Nem todas as culturas são iguas, publicada no meu blogue pessoal Pensatempos, com o nome Not all cultures are equally valuable, no mesmo dia em que aqui publiquei a versão portuguesas, suscitou alguma discussão no Facebook, em particular da parte de de dois bons amigos, que optei por publicar no mesmo blogue: “Not all cultures are equally valuable – the discussion”.

O texto foi publicado em inglês. O post do Facebook é apresentado abaixo.

 

It is time to stop with the politically correct discourse that all cultures are equally good and valuable. Individuals...

Publicado por Orlando Figueiredo em Terça-feira, 22 de Março de 2016

 

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18
Fev16

A morte de Klaus

por Orlando Figueiredo

A cerca de dez dias do Natal de 1938, Klaus cai doente. Não consegue articular palavra. Além da tosse, apenas um ocasional gemido rouco foge da sua boca. O seu olhar perdido no vazio denuncia o torpor provocado pela febre escaldante. Mesmo para um leigo, o diagnóstico adivinha-se fácil. O asfixiante inchaço do pescoço, os véus brancos que lhe cobrem as amígdalas e a recusa dos alimentos devido às dores e dificuldades em engolir, são sintomas claros de uma difteria. Existem tratamentos e medicamentos que lhe podem salvar a vida. Uma traqueotomia poderia levar novamente o ar aos seus pulmões. Mas, para isso, Klaus precisa de intervenção médica.

Albert, avô de Klaus, tenta convencer o seu filho a chamar um médico, mas este rejeita a sua sugestão. O divórcio que Albert impôs a Mileva, sua mãe, deixou-lhe um ressentimento capaz de alimentar o prazer mesquinho em o contrariar. Mas, esta está longe de ser a razão por que o pai de Klaus lhe recusa tratamento médico.

Mary Baker – que no final do século XIX, na costa leste dos Estados Unidos, fundou a Igreja do Cristo Cientista – afirma nos seus escritos que: hoje, como no tempo de Jesus, a cura se faz pela intervenção do Príncipe Divino. Nenhum tratamento médico é necessário ou recomendado. Apenas a oração, através da dissipação da doença e do pecado da consciência humana, pode curar.

Apesar da insistência de Albert, os pais de Klaus recusam pedir a ajuda de um médico. Limitam-se a rezar. Rezam desesperadamente, sem descanso, em busca da intervenção do Príncipe Divino, que não chega.

No dia cinco de janeiro de 1939, a três meses de completar o seu sexto aniversário, sem um médico à cabeceira, morre, de ignorância, estupidez e crendice, Klaus Martin Einstein.

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