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Primeiro importa saber que para uma parcela da população americana, o medo da revolta da senzala ainda é significativo. Imagina-se que os negros tramam a rebelião, ou dão largas a uma violência que tem de se controlar a todo o custo. O medo do negro autor de todas os crimes vai muito além da rua, e da resposta visceral de quem se imagina inseguro na sua casa ou no seu bairro. Ele é também o da representação da violência por parte dos afro-americanos. Estarão eles a usar a TV para enviar mensagens catalizadoras de um motim contra a ordem e as forças encarregadas de a manter?

 

No vídeo satírico de Saturday Night Live descobre-se, na coreografia de Beyoncé, um apelo aterrorizador.

 

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Vídeo SNL no facebook onde se satiriza a resposta de alguns espectadores ao espetáculo no Super Bowl de 2016.

 

 

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14
Fev16

A questão da violência nos casais jovens

por João Ferreira Dias

De acordo com um estudo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), noticiado no Expresso, 22% dos jovens inquiridos revelam considerar normal algum tipo de violência no seio das relações. Os dados são preocupantes mas importa ter presente que os estudos foram realizados nas regiões do Grande Porto, Braga e Coimbra. Importaria recolher dados em todo o território nacional, averiguar as condições sociais dos inquiridos, cruzar os dados com fatores económicos, contextos familiares e eventuais casos de violência. Ao mesmo tempo, os dados podem ser lidos de uma forma bem diferente: 78% dos jovens consideram errada toda a forma de violência no interior das relações. Se inscritos num contexto de longue durée, os dados podem revelar, pelo contrário do pressuposto, uma alteração de perceção do direito à violência. 

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